quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Estruturas do Conhecimento

Pessoal, vou expor aqui as estruturas do conhecimento que tenho encontrado falhas nesta comunidade. Espero com isso estar colaborando de alguma forma. Cientificistas podem endossar ou contradizer. O mesmo para todos.

O primeiro ponto é em relação aos pontos de referência do saber. Não se trata necessariamente de informação pois estes ñ são os mesmos. Freud descobriu que pouco vale uma memória se junto a ela não estiverem as emoções relacionadas. Temos os os pontos de vistas universais especificistas e os universais. Os especifistas, técnicos, aplicados, práticos, físicos, etc., buscam mas ñ têm a imagem do todo. Os universalistas têm a visão do todo e frequentemente de uma ou outra área específica. Filosofia, espiritualismo e ciência regem este universalismo e quem se interessa por essa natureza têm uma melhor visão de todas as coisas.

Alguns problemas latentes são as dificuldades de se assumir que há pontos de vistas externos, aos especificistas, ou de que há uma gnose bastante razoável e, em muitas vezes, necessárias, aos universalistas.

Podemos separar os níveis de conhecimento em informação, saber e gnose, da menos para a mais valorosa. Uma informação precisa apenas estar relacionada a algo para que faça sentido e assim possa se dizer. O saber requer uma rede de ligações mais densa e indica um aprendizado que se diz pleno pois entende-se naturalmente (e ñ por uma relação simples, memorização insensível ou apenas de algumas de suas referências). Trata-se do meio termo que se tem no que captamos do mundo. A gnose é o saber mais profundo que se é possível adquirir. Talvez seja errado dizer saber pois uma gnose vai além, ela transmite ao cérebro um estado que é assimilado de forma plena e a gnose mais profunda é aquela em que mais se está envolvido com o que se está aprendendo. Este envolvimento é pela razão, pela visualização dos sentidos e significados, pela interação sensorial seja real ou virtual, pela interação sentimental e intelectual.
 
 Este "saber" profundo é enunciado pelo dito "saber é viver".

Muitas vezes pode-se ter uma visão local mas que se acha que é universal. Um saber universal de fato pode até mesmo tornar-se local mas ainda assim é preciso admitir que há outras visões. Uma frase que ouvi estes dias: "o mundo ñ é pequeno. vc é." Lembrou-me a frase de Sócrates que de tão recitada torna-se presente. ...

Assim podemos perceber que embora possamos dar uma resposta ardilosamente brilhante em uma questão de matemática muito difícil desfeixando-se num final esplendoroso ainda ñ mudará o fato de que foi apenas uma questão e que seus conhecimentos estão bem apenas naquele ponto específico.
 
Não é preciso que os componentes inicial e final de uma comunicação tenham relações sentimentais mas que suas comunicações reflitam com profundidade em subjetividades constituindo um conjunto de informações de espectro muito mais largos, condensados e ricos em significado. Essa riqueza em significado é puramente reflexo de uma formação e definição essencial mais bem acabada e de cunho nobre.

Uma alternativa é a ideologia inconsciente. Ex: pessoas do interior tendem a desenvolver um sotaque, um costume exclusivamente local que é tanto em relação à ações comuns qto a aparências como vestimentas, artesanatos, arquiteturas, etc. Assim, estabelece-se um meio para uma intercomunicação com mais pontos comuns, um padrão único de comunicação que identifica quem é ou ñ é do grupo, o que proporciona mais segurança, eficiência e capacidades causa e conseqüentes das comunicações. Note que isto proporciona uma maior interação num diálogo ou conversa que ñ será exclusivamente informações. Obs: até mesmo num texto muito sério pode haver comunicações subjetivas que transmitem emoções que podem ser pelas escolhas e posicionamento das palavras, pontuações e sinais gráficos.

Se este estado se estabelece inconscientemente sem excessão então é aleatoriedade, em primeira instância, mas se alguém ou muitos têm consciência então ñ é. Contanto não é aleatoriedade em absoluto se em momentos pessoas pararam para pensar que se falar, agir ou falar de uma determinada forma pode ser bom para si, para outro ou para todos em longo prazo. O que é mais valorozo é o que tem os efeitos mais duráveis.

Crer é saber e vice-versa. Saber respeitar, é um valor que é eterno. Qto a todos saberem tudo acho que saber depende de raciocínio... nada mais. (além dos decorrentes ou recorrentes como buscas, estudos e assimilação)

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