Iniciamos a Filosofia ao nascermos. Desde que nos surpreendemos e queremos aprender mais sobre já fazemos uso da pesquisa e do consequente aprender. Ao chergarmos em nossa fase adulta já temos bem desenvolvida esta capacidade. Até de mais, por vezes. Ao nos deparar com questões que requerem muitos novos conhecimentos e consequente boa investigação a fim de que descubramos a verdade nós tendemos a fazer uso do que aprendemos mais recentemente ou do que consideramos um conhecimento ou forma mais primorosa. Esquecemos a forma como que por peça por peça nós montamos isto que hoje chamamos de nós mesmos, de consciência ou ainda de realidade. Uma prova é a forma como nos parece mais difícil explicar coisas que aparentemente são mais simples.
Ao lidarmos com quantidades absurdas de informações como as que aprendemos na escola, por exemplo, ou, talvez, com as que nos deparamos no dia-a-dia nós buscamos intuitivamente, esquecidos da forma como formamos nossas bases, ou ainda alheios já que muitos não têm o costume de perguntar como aprenderam, pelo conhecimento baseando-nos em o que ainda lembramos e se encontra em nossa camada de lembrança mais superficial. Ao agirmos assim perdemos parte de nossas capacidades pois estamos nos mantendo distante em nosso meio cognóstico de nossa própria natureza pesquisadora e perceptível, nossa características mais próprias e humanas. Assim, de certa forma robotizados, distanciados de nossa real "mecânica" e de nossa real natureza muitos prosseguem formando conhecimentos desconexos de si mesmos.
Esses conhecimentos fazem sentido com a própria didática em questão, na maior parte das vezes apenas, e a didática, ciclicamente, com estes conhecimentos. Visão promissora de seres sendo expandidas de si para o mundo ou meio almejado perde-se num mar de incoerências cultas e estardalhaços vis. Por isso chamo a atenção para uma melhor forma de aprender, a que está em melhor contato com o aprendizado humano, com sua natureza e naturalidade, os conhecimentos acerca do conhecimento, a Filosofia.
Ainda não só a Filosofia mas formas humanas que reneguem certos pensamentos. Pensamentos que fazem com que os estudos sejam vistos como entendiantes, massivos e mordazes. Uma cegueira impronunciável tais colóquios da cultura moderna. Combatidos deveriam ser com o aproximar dos estudos ao "naturalmente ser" como evitar-se excesso de informações, de características imponenciais e por demais sérias. Misturar o prazer ao estudo como a busca e o levar dos estudantes ao prazer inevitável de uma leitura bem compreendida.
Não é difícil de fazer, falta apenas boas vontades e sensos práticos. A noção de que o aprender se dá em progressão geométrica e não aritmética como todos enchergam e esperam indevidamente. Ao vislumbrar da ciência e da técnica os alunos aprendem armazenando informações e, portanto, numa velocidade constante com excessão àquela aceleração que lhes é proporcionada pelo avançar da idade e contribuições raras do estudo em suas capacidades não necessariamente científicas. O estudo da forma como devemos aprender, raciocinar, com a forma que os Filósofos encontraram é própria sede de todos que dificilmente é saciada. Saciem a sede, ensinem a capacidade de pensar e vejam o que significa progresso.
Um prólogo interessante seria a sugestão da constante, superadora e transcendente forma de todos aprenderem. Se aproximada a cultura humana em seu real significado e posta a forma mais naturalmente eficaz o homem não encontrará barreiras, seja pela escola ou pelo artífice, todos podemos evoluir e aprender. Não é só desejável mas também preciso.
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