quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A Ciência Prova. Quem Prova a Ciência? - Parte II

Acho estranho falar em precisão na linguagem quando na Filosofia muitas vezes se usam de termos genéricos a fim de dar prosseguimento a uma idéia.
Note porém que esta ação muitas vezes prejudica um discurso pois pode-se perder tempo demais em alguns pontos e prejudica a idéia geral com um discurso demasiado longo. E quanto a capacidade de síntese, acredito, não convém pois me refiro a generalização de termos já estabelecidos e idéias já há muito tempo discutidas e bem formadas como, por exemplo, Filosofia, Ciência, "bases profundas", ou conceitos que servem de base geral como a lógica para a Matemática, questões resolvidas, ao meu ver, com interpretação de texto. As generalizações são necessárias para a bem sucedida expressão do ponto em questão.

Religião: simbologia, fé incondicional, devoção.
Ciência: idéias fundamentadas, ou seja, postas a prova quanto a sua veradicidade. repare que aí estão as ciências humanas, naturais e sociais. inexata não significa a esmo e sem sombra de dúvida que tem por estrutura base a comprovação de suas idéias.
Filosofia: tem grande parte sua designada como ciência mas possui uma natureza que vai além. A ciência não pode, em momento algum, usar de conceitos que não são comprovados ou fundamentados. O fazer significa comprometer toda a edificação de idéias e conceitos contruídas sobre tais pontos infundamentados. Os fundamentos da ciência são tão óbvios e claros para todos que o seu questionamento foge à definição, foge aos limites do que chamamos Ciência.
A Filosofia rompe quaisquer barreiras, e daí a sua comum confusão com a religião, pois ela questiona conceitos em que não se havia pensado antes em questionar.
Se em um momento a Ciência vai até o princípios mais básicos da lógica, da Psicologia, ou da Física é porque estes, em algum momento foram criados, criados por provas e contra-provas, estas por sua vez por uma idéia, esta por uma teoria e esta, por uma questão. A Filosofia trata, indo além da ciência, de novas questões. Novas questões nos levam a novos campos e foge, em alguns momentos, se pudermos isolar as questõs das suas posteriores transformações, veremos aí o ponto em que a Filosofia é diferente da Ciência.

Outro ponto interessante é que se de certa forma a Ciência nos aprisiona e a Filosofia nos liberta das regras, a característica humana de questionar e, portanto, ir além. abrir novas áreas e novas visões. gerar, portanto, mudanças na Ciência, no conhecimento e de paradigmas (conceitos permanecem os mesmos mas muda a forma como é visto).

Note que todo o conhecimento é estruturado e assim é a Filosofia. Logo quando um conceito é estabelecido na Filosofia e comprovado (todo o processo de comprovação científica) já se pode dizer que é um dado científico. Estes estudos realizados pela Filosofia continuam servindo de base de conhecimento para suas novas indagações utilizando-se seja de lógica, dialética, conceitos empíricos, da própria Ciência, da intuição ou o que for conveniente no momento, na idéia e usando inclusive combinações de formas ou estilos pessoais do Filósofo. Tais estilos pessoais, vale notar, que são razão da grande contribuição que os mesmos dão para com a Filosofia. Afinal a mesma trata do que é novo e novas visões são sempre bem vindas.
Generalização ou Especificação
Acho que historicamente Filosofia significa busca pelo conhecimento.
Quanto a isso acho que é porque a palavra Filosofia tem muitos significados como disciplina, ciência, e conforme o contexto.
Acredito que essa citação dele é pra expressar a sua visão da Filosofia em já iniciando seu livro e aplicando seu estilo (leia-se estilo próprio). Não vejo dificuldades em dar uma definição global a Filosofia. Quais dificuldades seriam?
Estas duas outras palavras acredito que seja o mesmo caso. Acho que a grande maioria das palavras terão vários significados pois quase sempre podem ser aplicadas em uma gama de contextos significativos e variando aí a sua especificidade ou generalidade. É um fenômeno comum da linguística, acredito.
Sobre as novas novamente é a mesma coisa. A conotação que dei foi a mais genérica e não segmentada ou específica. Sim, qdo modificamos algo, seja pra melhor ou até pra pior temos algo novo. Acho que é como aquela velha história de que não podemos pisar em um mesmo rio duas vezes. Realmente fica margem a dupla interpretação mas isso se for analisado de modo segmentado ou específico. De modo genérico tanto faz eu dizer que é outro rio recém-surgido ou que as características deste modificaram-se e por isso ele é novo.
Vale lembrar que sempre podemos decompor quaisquer idéias em partes menores e isso é chamado de análise. Podemos dizer que o carro é um ou que o carro são várias partes. Se formos apenas usá-lo usaremos apenas a idéia do um. Se for concertar quem o fará o imaginará como várias partes isso pq foi preciso a análise do mesmo.

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